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O meu agente de IA esteve dois dias calado — e o sistema dizia que estava tudo bem

Todas as noites às 21:30, um agente lê as vendas do dia no ERP e escreve um resumo com margem por família e recomendações. Durante dois dias, esse resumo não chegou. E o painel de automações dizia, com toda a calma, sucesso.

O que aconteceu

O agente corre numa máquina separada do orquestrador. O orquestrador liga-se por SSH, manda executar e segue caminho. O problema é que ele considerava a tarefa bem-sucedida por ter conseguido ligar-se — não por o resumo ter sido produzido. A sessão do modelo tinha expirado. O comando falhava, devolvia erro, e o erro morria ali.

Porque é que isto interessa a quem gere uma empresa

Um sistema que falha com estrondo é um aborrecimento. Um sistema que falha em silêncio é um risco, porque continua a decidir como se a informação estivesse a chegar.

Numa PME isto é pior do que numa empresa grande: não há ninguém cuja função seja olhar para o painel.

O que mudou

Três coisas, por ordem de importância:

  1. O script passou a avisar quando falha. Se o resumo não é produzido, chega um alerta ao mesmo canal onde o resumo costuma aparecer. O canal de alerta não depende do componente que falha.
  2. Sucesso passou a ser definido pelo resultado, não pela ligação. Ou o texto foi produzido, ou falhou.
  3. A ausência passou a ser detetável. Não receber nada é agora um sinal, não um vazio.

A lição, em uma frase

Antes de automatizar uma tarefa, defina como vai saber que ela deixou de funcionar. Se não houver resposta, a automação ainda não está pronta.


É uma das perguntas que levamos para um primeiro projeto: o que deve acontecer quando o sistema não consegue completar o trabalho?

Que tarefa gostaria de melhorar primeiro?

Traga um exemplo para uma conversa gratuita de 30 minutos. Avaliamos consigo onde a automação ou a IA podem ajudar.

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